Meio Ambiente


O meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não-vivas em alguma região, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. É o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. É o conjunto de fatores físicos, químicos e bióticos ao qual, cotidianamente, nos referimos como natureza. Em outras palavras, é o lugar em que vivemos, do qual dependemos para a nossa sobrevivência. Um meio dinâmico, marcado por interações, ao qual, devido ao nosso enorme poder de modificá-lo, constantemente temos que nos readaptar.

Reciclagem de papel

Cerca de 40% da sujeira urbana é formada por papéis, um material que pode e deve ser reaproveitado. Essa ação diminui a poluição e salva muitas árvores. A Sabesp só imprime suas contas de água em papel reciclado – uma atitude que preserva matas e incentiva a conscientização. O melhor é que todos podem colaborar, separando os papéis que não servem mais para descarte em algum sistema de coleta seletiva. O processo de reciclagem de papel pode ser feito em casa com os seguintes materiais: papel e água, bacias rasa e funda, balde, moldura de madeira com tela de náilon ou peneira reta, moldura de madeira vazada, sem tela, liquidificador, jornal ou feltro, pano, esponja ou trapos, varal e pregadores, prensa ou duas tábuas de madeira, peneira côncava. Para começar pique o papel e deixe-o de molho durante um dia ou uma noite, em bacia rasa, para amolecer. Coloque água e papel no liquidificador, na proporção de três partes de água para uma parte de papel. Bata por 10 segundos e desligue. Espere um minuto e bata novamente por mais 10 segundos. A polpa ficou pronta, agora é só produzir o papel. Despeje a polpa numa bacia grande, maior que a moldura. Coloque a moldura vazada sobre a moldura com tela. Mergulhe a moldura verticalmente e deixe no fundo da bacia. Suspenda-as ainda na posição horizontal, bem devagar, de modo que a polpa fique depositada na tela. Espere o excesso de água escorrer para dentro da bacia e retire cuidadosamente a moldura vazada. Vire a moldura com a polpa para baixo, sobre um jornal ou pano. Tire o excesso de água com uma esponja. Levante a moldura, deixando a folha de papel artesanal ainda úmida sobre o jornal.

Reciclagem de Óleo

O Programa de Reciclagem de Óleo de Cozinha tem como objetivo estimular o aproveitamento do óleo de fritura. Inserido na missão geral da empresa de criar soluções ambientais, o programa contribui para a preservação do meio ambiente. Em 2007, a Sabesp, por meio da Unidade de Negócios Metropolitana Centro, apoiou a coleta de óleo de fritura organizada pela SAMORCC - Sociedade de Amigos do Bairro de Cerqueira César, em parceria com a ONG Trevo, há 20 anos especializada na coleta e beneficiamento de óleo de fritura.

A campanha se estende hoje pelos bairros da região dos Jardins, na capital paulista, com apoio cada vez maior da população (cerca de 1.200 dos 1.600 condomínios residenciais da região). Existem 11.500 ligações de água e esgoto nessa área. O óleo é descartado em bombonas plásticas de 50 litros, fornecidas pela ONG Trevo, em geral mantidas na garagem dos prédios e coletadas quando cheias. A Sabesp colocou uma mensagem nas contas de água dos moradores da região, convidando-os a participar da iniciativa. Com isso, a Sabesp decidiu apoiar mais propostas, como as organizadas em conjunto com as Prefeituras de Osasco, Registro, Itapetininga, Lins, Jales e Presidente Prudente, em parceria com entidades locais. A Sabesp também quer apoiar o desenvolvimento de um protótipo de carrinho para catadores com um reservatório para óleo de fritura. O objetivo desta ideia é permitir aos catadores coletar óleo a granel e criar uma fonte de renda extra. Além disso, são apoiadas iniciativas como a criação da Ecoleo, uma associação nacional para o apoio da reciclagem de óleo de fritura.

Logística

O ideal é recorrer às empresas e ONGs especializadas na coleta. Algumas delas fornecem cartazes, bombonas de 50 litros identificadas para estocagem e mantém um esquema de retirada programada ou a chamado. Em geral, pagam por litro fornecido, dependendo do volume e distância. Também é possível doar o óleo para cooperativas de catadores e entidades. Algumas já ingressaram na reciclagem do óleo de fritura, e um contato útil é o Fórum Estadual Lixo e Cidadania. www.abesp-sp.org.br/lixo_cidadania Há ainda a opção de levar aos postos de entrega voluntária, localizados algumas lojas de redes de supermercado, como o Pão de Açúcar e Extra, ou padarias e confeitarias que participam de um projeto lançado pelo Sindipan – Sindicato da Indústria de Panificações do Estado de São Paulo.

Destino

O óleo de fritura é beneficiado pelas centrais dos coletores, com a remoção de sólidos e água. Depois, é vendido para fabricantes de sabão, biodiesel, tintas a óleo, massa de vidraceiro, entre outros usos. A substância também pode ser utilizada na fabricação de sabão de pedra caseiro, mas esse procedimento exige medidas de segurança e autorização da ANVISA.

Ecologia e Paisagem

Trabalhar o solo de acordo com os padrões ambientais é um dos conceitos da ecologia da paisagem. Por meio dela uma série de processos interagem para dar base ao desenvolvimento sustentável, já que a paisagem engloba referências litológicas, geomorfológicas, topográficas, sociais e econômicas. Esse cenário nada mais é do que um mosaico heterogêneo que pode ser definido em 3 fatores: ambiente abiótico, formado por relevos, tipos de solo e parâmetros climáticos; perturbações naturais como fogo, tornados e enchentes; e disfunções atrópicas, que são as fragmentações ou alterações de habitats – desmatamento e construção de estradas, por exemplo.

Para ilustrar essas definições, é preciso planejar o crescimento urbano apoiado em uma infraestrutura adequada, que inclua o comprometimento com a preservação de recursos naturais. Quando isso não acontece, todo o meio ambiente fica comprometido e a população se torna refém da expansão irregular. O resultado é uma soma de problemas e irregularidades: perdem os setores de transportes, habitação e saneamento. Na Sabesp, o foco de trabalho alia técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento para proteger o meio ambiente. Estudando a paisagem de maneira fragmentada fica mais fácil aplicar ferramentas de auto-regulação e dispor de tecnologias mais eficientes.

Uma das vantagens de se planejar o fluxo de exploração de bacias hidrográficas, por exemplo, é estabilizar o abastecimento. Na outra ponta do processo, estão a conservação das reservas naturais e a qualidade de vida.

Poluição das águas

Um dos maiores desafios da Sabesp, quanto ao fornecimento de água de qualidade, é enfrentar a poluição. Para combater esse mal, a empresa constrói sistemas de coleta e tratamento de esgotos sanitários domésticos e industriais, controla os focos de erosão e recupera fontes de recursos hídricos. Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, a Sabesp explora as águas superficiais de mananciais localizados principalmente na Bacia do Alto Tietê. Além disso, opera 8 sistemas produtores de água potável: Baixo Cotia, Alto Cotia, Guarapiranga, Cantareira, Alto Tietê, Rio Claro, Rio Grande, Ribeirão da Estiva. Em alguns, a água obtida é de baixa qualidade, quando o sistema chegou ao limite da sua capacidade de potabilização. Isso significa que, além do tratamento, é preciso desenvolver constantemente novas técnicas de captura da água bruta e fazer um intenso programa social de conscientização ambiental.

Processos poluidores

Contaminação - Quando a água apresenta substâncias nocivas à saúde e às espécies da vida aquática.

Eutrofização - Fertilização excessiva da água causada por nutrientes como o nitrogênio e o fósforo, o que provoca o crescimento de algas e plantas aquáticas.

Acidificação - Acontece quando a chuva ácida, que tem em seus componentes muitas substâncias químicas, altera o pH da água.

Assoreamento - Acúmulo de substâncias minerais como areia e argila, ou orgânicas como o lodo, que reduzem a profundidade da água e seu volume útil.